Valeu, 2008!

2008-12-31 19:43

Obrigado a todo mundo que esteve por perto neste ano. Espero que todos tenham tido um 2008 maravilhoso.

Pra mim, este foi um ano de muitas conquistas e alegrias:

  • Sacramentar minha união e oficializá-la como uma família;
  • Encarar a faca pra me livrar de um cisto e dois cisos que me atrapalhavam a vida;
  • Largar o sedentarismo;
  • Fazer meu primeiro baile como cantor principal;
  • Diminuir os trabalhos na madrugada;
  • Aprender técnicas de lutheria… e ter coragem de aplicá-las nos meus próprios instrumentos!

Todo meu agradecimento pra todo mundo que me deu uma força em todos esses momentos. Em especial à minha esposa, que não me deixa fraquejar nunca. Se um dia eu for qualquer coisa perto de um grande homem, pode ter certeza que é por causa de uma grande mulher! ;)

Que 2009 venha cheio de alegrias, conquistas, fé, amor, força e tudo o mais!

Estourem os espumantes!


Introdução à regulagem e manutenção de guitarras

2008-12-26 10:39 Tags: , ,

Desde a metade de 2008, quando eu fiquei de molho me recuperando de uma cirurgia no pescoço, me aprofundei em aprender regulagem e manutenção de guitarras. Os resultados que eu tive foram tão surpreendentes que eu resolvi publicar aqui uma compilação de procedimentos.

Esta seção é voltada pra guitarristas que gostam de pôr a mão na massa, os DIY-ers, os faça-você-mesmo.

Os textos vão se dividir em dois: regulagens e upgrades (trocas) de hardware.

1. Regulagens

Obs: Algumas dessas regulagens precisam de ferramentas especializadas, que precisam ser trazidas de fora. Outras ferramentas podem ser improvisadas. Onde eu puder, vou indicando onde é possível comprá-las.

  1. Ajuste do tirante
  2. Nivelamento e “dressing” de trastes
  3. Troca e ajustes do nut
  4. Regulagem da ponte: altura, raio e intonação

2. Upgrades de hardware

  1. Tarrachas
  2. Captadores
  3. Ponte

Vale a pena dizer que eu não sou muito apegado a marcas ou a coisas caras. Com exceção de uma Gibson Explorer - que eu comprei quebrada e paguei um luthier para restaurar - minhas guitarras vêm de fábricas na Coréia, Indonésia, República Tcheca, etc.

Esses instrumentos de segunda linha têm os custos barateados por 1) hardware inferior e 2) ausência de mão-de-obra especializada na regulagem. Investindo alguma grana e algumas horas de trabalho pra suprir essas faltas, é viável transformar um investimento modesto numa guitarra melhor do que se fosse comprada pronta pelo mesmo valor investido na guitarra + peças.

Sem falar na diversão envolvida! ;)

Eu acredito hoje que o braço seja uma espécie de “alma” do instrumento. Se ele é bem feito, bem colado, bem aparafusado, soa bem, tem os trastes nas posições certas, e o tirante funciona adequadamente, é possível fazer uma guitarra barata soar bem o bastante pra um show ou até mesmo uma gravação.

E vice-versa. Um braço empenado ou torto vai exigir cordas muito altas, resultando numa ação desconfortável. Esse é um problema que pode ser resolvido ou mascarado com um nivelamento dos trastes ou mesmo da escala. Mas se os trastes estiverem fora do lugar ou se o braço for feito de uma madeira tão ruim que deixe o som dele fraco, opaco, sem sustain, não há muito o que fazer. Melhor trocar de guitarra.

Pra quem não quer mexer num instrumento que tenha valor emocional ou financeiro, recomendo comprar uma guitarra de segunda mão barata. As Groovin Telecasters, por exemplo. Essas guitarras são até bem-feitas, mas saem de fábrica horríveis de tocar (e de ouvir). Eu comprei uma por R$ 200, já pensando em fazer dela um campo de testes, e gostei tanto de como ela ficou que já até me apeguei!

Resolução para 2009: aprender a trocar os trastes. Minha G&L Tribute já está praticamente fretless.


Feliz Natal!

2008-12-24 20:44

Que o seu Papai Noel venha tão gordo quanto o Axl Rose, e tão jovem quanto o Billy Idol se propõe a ser! =D


O poder do power chord

2008-12-18 23:49 Tags:

Retirado de http://www.idelberavelar.com/archives/2008/12/drops_de_metal.php :

[O som do power chord] evoca excesso e transgressão, mas também estabilidade, permanência e harmonia.

Boa frase pra pôr no nickname… acho genial quando alguém enxerga além da aparente simplicidade das coisas!

Aliás, dizem que as melhores idéias são justamente as mais simples…


Viva o wordpress!

2008-12-15 13:02 Tags: ,

Eu achava que as redes sociais haviam matado o interesse das pessoas pela blogosfera. Ledo engano! Durante uma pesquisa sobre blogs, que fiz para o meu trabalho, descobri que esse mundo ainda é bastante ativo e interessante.

Por isso, resolvi transformar todo este site num blog.

Bem, não só por isso. Foi também porque eu tive muita, muita preguiça de incrementar o sistema de publicação dele pra aceitar atualizações mais dinâmicas…

A plataforma que escolhi pra publicar o site foi o wordpress.org, por ser um projeto muito popular e ativo no mundo open source. Três hurras para o WP!


Perfil

10:31

Daniel

Música é minha arte preferida.

Ela é capaz de expressar a cultura de um povo, os anseios de uma geração, os valores de um indivíduo.

Ela provoca, encapsulada em partículas de tempo, uma série de sensações que podem unir cabeças, marcar momentos, emocionar.

Claro que quando eu comecei a tocar violão, aos 12 anos de idade, eu não pensava nisso. Eu queria chocar os mais velhos e impressionar o pirralhil que começava a gostar da idéia de paquerar, ir pra festas e outras coisas que só se fazia longe dos professores, pais, e outros adultos opressores.

Primeiras bandas - E foi na escola, matando aula pra tocar violão no campo de futebol, que conheci meus primeiros colegas de banda. O sucesso do Sepultura nos EUA fez um monte de gente acreditar que o negócio era compor em inglês e ir vender o peixe lá fora. Dessa idéia nasceu o Last Rites, onde eu seria o guitarrista. Mas, como ninguém se propunha a cantar, me meti a vocalista e assim fiquei.

Last RitesFazendo nossas próprias músicas, tocamos em vários festivais de Brasília e até no interior de SP. Nunca ganhamos um tostão, mas éramos esforçados e ficamos relativamente conhecidos na cena metal da cidade.

Nesse mesmo tempo, as bandas “cover” ganharam espaço na cidade. Aproveitei o embalo e fiz shows homenageando algumas das minhas bandas preferidas: Megadeth, Testament, Alice in Chains, Pearl Jam e até REM. Às vezes cantando, às vezes guitarreando.

Também entrei em um projeto chamado Sétimo Selo, em que eu inventei de tocar bateria. Desse grupo sobraram algumas fitas com belíssimas composições.

Gravando! - No final da adolescência, meus colegas foram procurar emprego, estudar pro vestibular… tentar entrar prá vida adulta. Nossas bandas deram um tempo. Aproveitei pra pesquisar sobre gravação, mixagem, MIDI e outros conceitos. A Internet era uma realidade recente, e eu virei um bocado de noites aprendendo sobre o assunto (de 00h às 06h a conexão era mais barata!).

A UnB, onde eu fui estudar jornalismo, tem uma grade muito flexível. Com muito choro e insistência, convenci o Departamento de Música a me matricular em aulas como “Acústica Musical” e “Teoria e Prática da Gravação”. Isso tudo me deu base pra gravar e mixar uma série de trabalhos em casa.

Embora a gravação tenha se tornado, acima de tudo, um hobby e uma paixão pra mim, eu tive uma experiência muito divertida com o Amálgama, banda de hard rock com quem eu gravei um disco. Eu assino os créditos de produção, gravação, guitarras, segunda voz. Além disso, fiz algumas pré-mixagens do disco.

A descoberta do pop - Em 2002, um amigo me levou pra conhecer uma dessas boates de classe alta que não duram nem um ano. Foi ali que eu me rendi ao pop: a banda residente fazia o público dançar muito, tocando rock e disco com uma precisão incrível. Vi naquele tipo de trabalho uma oportunidade para me profissionalizar nos palcos.

Passei um bom tempo tentando integrar um projeto rentável e que reproduzisse aquela qualidade sonora que me cativou. Mas todas as bandas boas da cidade já tinham guitarrista, e arrumar tecladista em Brasília parecia mais difícil do que escalar o Congresso Nacional com palitos de dente.

A solução? Resolvi aprender a tocar teclado. Fiz aulas, comprei equipamento e logo estava em uma banda, que apesar de boa estava com dificuldades de projeção.

Eis então um convite para voltar às guitarras, em uma banda que logo faria algum rebuliço em bares das cidades-satélite de Brasília.

A ralação era intensa. A gente tocava toda sexta-feira, mais alguns sábados e domingos. Às vezes a gente mesmo montava o equipamento inteiro. Por isso, cada show levava de seis a oito horas de trabalho, num horário em que os nossos amigos e família se divertiam ou descansavam.

Valeu a pena. As adversidades me ensinaram a buscar sempre uma apresentação mais divertida que a outra, e ainda desenvolvi uma grande resistência a shows longos.

Trabalhos

Algumas das bandas com quem toquei nesses anos incluem: Banda 80, Mr. Jingles, BSB Disco Club, Tuka Villa-Lobos, JaÉ, Capital Urbana, DoutorLao, U2 Elevation, Máquina 4, Tocaia, Amálgama, Connection, Sétimo Selo, Last Rites.

Daniel Araujo

Brasília, 2007-2008


Multimídia

10:20 Tags:

Algumas gravações, parcerias e idéias soltas:

Daniel

Daniel Araujo - Abraço
(2005)
Música e letra: Gustavo Falleiros
Gravação e mixagem: Daniel Araujo
Daniel Araujo: Voz, guitarra, baixo, teclado (Yamaha AN1x), programação de bateria eletrônica
Amálgama - Prerrogativas
(2003)
Música e letra: Marcus Vinícius de Morais

Produção: Daniel Araujo e Marcus Vinícius de Morais
Bateria gravada por Marcus Paulo, Orbis Studio (Taguatinga-DF)
Outros instrumentos gravados por Daniel Araujo e Marcus Vinícius de Morais
Mixagem: Daniel Araujo
Daniel Araujo: Guitarra solo e base
Marcus Vinícius de Morais: Voz, guitarra base
Rafael Dantas: bateria
Bruno: Baixo

Marcelo Buby - Nas asas de Brasília (versão acústica)
(2005)
Tema do Jamboree (Encontro Nacional de Escoteiros) em Brasília
Música e letra: Marcelo Buby
Gravação e mixagem: Daniel Araujo
Marcelo Buby: Voz, violão, baixo, percussão
Daniel Araujo - Vinheta D50
(2007, improviso)

Daniel Araujo: Teclados (Roland D50), programação de bateria eletrônica
Gravação e mixagem: Daniel Araujo

Daniel Araujo - Vinheta AN1x
(2007, Improviso)
Daniel Araujo: Teclados (Yamaha AN1x), programação de bateria eletrônica
Gravação e mixagem: Daniel Araujo
Daniel Araujo - Vinheta de Motel
(2004, Improviso)

Daniel Araujo: guitarras, teclado, programação de bateria e percussão eletrônica
Gravação e mixagem: Daniel Araujo


Sobre este site

10:12

Criação, conteúdo e layout por Daniel Araujo, exceto onde observado.

Feito sobre a plataforma Wordpress e outros softwares livres.

Agradecimentos:

  • à família que me pôs na terra (papa, mama, mana);
  • à minha amada Pri Araujo, a família que escolhi por aqui;
  • aos meus amigos;
  • aos meus professores (e alguns nem sabem que o foram);
  • aos meus colegas…
  • …e, claro, a você que está aqui.

Obrigado pela visita!

Brasília-DF, 2007-2008

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